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10 de mai. de 2010

New Folk / New Hippie

“A moda é também a busca de uma nova linguagem, para derrubar a antiga, uma maneira de cada geração renegar a precedente e distinguir-se dela (pelo menos numa sociedade em que exista conflito de geração).” (Fernand Braudel, Civilização material, economia e capitalismo)

É inegável que o ato de vestir-se é também associado a uma expressão de distinção seja ela ideológica, sexual, étnica ou social. Assim o vestuário ao percorrer os caminhos da humanidade ganhou também um caráter de diferenciação social entre os membros de determinada sociedade, sendo então uma forma de comunicação não verbal.
Durante a década de 1960 um movimento de ruptura ocorria no interior da sociedade ocidental (nos EUA o movimento pacifista, na França a Revolução Estundantil, no Brasil de certa também podemos encaixar a resistência, sobretudo da juventude contra a ditadura militar).  Desta forma essa geração buscou confrontar valores da geração anterior, o flower power buscou manifestar-se contra a intolerância, o racismo e a guerra. Novos padrões de vestimentas foram estimulados para a experimentação e imaginação, rompendo com a monocromia dos tecidos, surge o tié-dye (pode me chamar de cafona, mas eu amo um tie-dye), e o estímulo ao do it yourself, que atualmente toma conta da cena. Elementos naturais, passam a integrar as roupas e novos padrões de estamparia surgem.
Eu não posso negar que esse feeling folk-hippie é fortemente ligado a formação da minha personalidade, quando eu estava no final da minha adolescência e início da minha vida adulta (será que sou adulta?), ou seja, quando eu tomava forma do que realmente sou hoje; entrei em contato com essa filosofia de vida, que me agrada muito (tanto que tenho gravado na pele). Passei então fase de arrastar os saiões, dos brincos de penas, cabelos compridos. Cortei o meu cabelo e barra das saias subiu um pouco, mas ainda assim sou um tanto “maluca” (na gíria do maluco). E sou fávoravel que os adolescentes leiam mais Na Estrada do Jack Kerouac e menos sagas vampirescas.
Recentemente nas passarelas pelo mundo viu-se um ressurgimento (sob novos conceitos) de elementos do folk style e também do hippe style (que para mim são muito parecidos e conectados). Elementos naturais, como as penas de pavão e o couro. Cores terrosas como tons de verde, o caramelo o marrom. Assim como características étnicas as estampas indianas os bordados inspirados em trabalhos indígenas.

Joan Baez



Alguns looks que montei no Polyvore:
O vestido com estampa floridinha, a jaqueta de couro natural assim como as sandálias compõe o visual


O colete bordado e a Ankle Boot dão o ar folk


A bolsa em camurça, o sapato verde e a pulseirinha com o símbolo clássico!


Por que não é preciso deixar o romantismo de lado, a encharpe de estampa indiana, o brindo de pavão e o cinto de couro dão aquele up

Essa bota vermelha dispensa comentários (L)


A boina de crochê a bolsa trabalhada arrematam o look

5 de mai. de 2010

Um pouco de história


Que as ombreiras dos anos 80 estão com tudo para o inverno 2010, qualquer mulher antenada já sabe. Agora vocês sabem qual foi o intuito de criá-las?
Para responder essa pergunta é necessário retroceder algumas décadas. A historiadora francesa Anne-Marie Sohn, mostra em alguns de seus trabalhos, como a entrada da mulher no mercado de trabalho alavancada pela 2ª Guerra Mundial iniciando toda uma transformação no seio da sociedade. A maior liberdade econômica feminina adquirida com seu trabalho, e posteriormente a invenção da pílula anti-concepcional, garantem a mulher do séc. XX a sua liberdade sexual. Provocando uma verdadeira revolução comportamental e nos valores morais. (mas isso rende história para um outro post)
Entretanto, apesar de conquistas significativas das mulheres, ainda havia (e há) muito a ser alcançado em termos de igualdade entre gêneros. Na década de 80, as mulheres não queriam apenas seu espaço no mercado de trabalho, surgiam agora frente a cargos de comando. Buscaram então, uma masculinização de sua imagem, ombros bem marcados, cabelos bem curtinhos, calças de cortes retos. Assim a vedete do momento surgiu com o desejo de diminuir as barreiras entre homens e mulheres.
 Particularmente, não devo aderir essa tendência, por que tudo que entra muito em voga deve ser sempre quetionado se tem algo a ver com a sua personalidade, se você se vestirá como forma de expressão, ou apenas manifestará um comportamento de ovelha.
Eu já tenho um QUÊ de travesti, seu usar ombreiras então vai ter gente me chamando de Mário e não de Mayara.
 Para quem gostou, e acha que tem a ver com a sua personalidade, os meninos (hilários) do Não me Gonga deram dicas preciosas para usar as ombreiras aqui.

25 de abr. de 2010

Me rendendo as rendas 2

Montei uns looks no Polyvore com ideias de rendas

Depois de pronto curti o ar de Rainha do Baile dos 80's. Ainda assim, me lembrou muito a Mel, não sei se foi o coturno com rebites ou a jaqueta perfecto.

O bolerinho e o sapato de renda dão todo um charme para o visual, eu vi alguns sapatos de renda na Riachuelo, porém só na cor preta.

Meio que sem querer, mas ficou super Alice in Wonderland

23 de abr. de 2010

Me rendendo as rendas



Essa saia ainda está me fazendo suspirar...

Estou apaixonando-me pelas redas, ando querendo-as em tudo, nas roupas, nas cortinas, meias. Tenho uma caixa onde guardo minhas bijoterias, estou pensando seriamente em pinta-la de rosa e forrar com uma renda preta...